Fugindo da fila: IA evita longas esperas dos compradores no caixa

A IMAGR da Nova Zelândia e a Mashgin do Vale do Silício querem transformar o pagamento no caixa de mercados de bairro e das lanchonetes de empresas em um passeio no parque. Quase literalmente. Muitos supermercados oferecem self-checkout para poupar tempo dos compradores. O fundador da IMAGR, William Chomley, quer eliminar totalmente o ato de pagar a compra, para que você simplesmente saia pela porta. Essa ideia é semelhante à ideia que está por trás da Amazon Go, que está sendo testada em uma mercearia no centro de Seattle, permitindo que os clientes comprem sem sequer parar no caixa ao sair.

A IMAGR faz o SmartCart, um cartão comum de mercado com uma câmera de vídeo de computação de IA anexada a ele. O dispositivo registra o que entra no carrinho, calcula o total durante as compras e o sincroniza com as informações de pagamento no celular do comprador.

“Queremos oferecer às pessoas a capacidade de comprar como normalmente fazem, e depois só passar pelo caixa e sair da loja”, afirma Chomley.

Tempo perdido no almoço

A Mashgin nasceu a partir da frustração de seus fundadores ao passar todo o horário de almoço em filas, em vez de conversar com os amigos. A empresa instalou seu sistema de pagamento automático, também chamado Mashgin, em refeitórios de diversas empresas no Vale do Silício, incluindo o da NVIDIA.

Usando deep learning de placa de vídeo e visão computadorizada, ele reconhece sua sopa, salada ou refrigerante antes mesmo de você engolir.

A elegante estação de self-checkout Mashgin apresenta uma interface de usuário muito simples. Os clientes simplesmente colocam o almoço sobre dispositivo, onde cinco câmeras 3D o examinam de diferentes ângulos para identificar e registrar cada um deles. Para pagar, os clientes passam o cartão de crédito.

Demonstration of a future version of the Mashgin AI cafeteria checkout.Essa animação representa uma versão futura do pagamento via Mashgin AI realizado em um refeitório. Atualmente, o dispositivo detecta produtos em pacotes, sopas, saladas e embalagens para levar, mas ele ainda está sendo treinado para identificar alimentos em um prato. A animação foi cedida cordialmente pela Mashgin.

A startup treinou seu sistema em um conjunto de dados de itens comuns encontrados em refeitórios, usando a plataforma de computação paralela CUDA, placas de vídeo NVIDIA GeForce GTX 1080 e cuDNN com a estrutura de deep learning Caffe.

A Mashgin personaliza o sistema de acordo com o refeitório de cada empresa, e seu algoritmo de deep learning reconhece novos itens conforme mais pessoas os usam.

“O mercado é imenso e temos esse grande problema”, afirma Abhinai Srivastava, fundador da empresa junto com Mukul Dhankhar. “Todos querem almoçar ao meio dia.”

Pegando sol, não fila

Chomley, da IMAGR, criou o SmartCart porque não estava pegando sol o suficiente. Preso atrás da tela de seu computador, na maioria das vezes por causa de um fundo de investimento, ele ansiava por passar alguns minutos absorvendo raios de sol durante o almoço. Em vez disso, a fila do pequeno mercado perto de seu escritório consumia todo seu horário de almoço.

Chomley saiu de seu emprego e começou a trabalhar no que hoje é o SmartCart. Depois de vários falsos começos — a certa altura, ele teve que aceitar um trabalho de mudança de móveis para manter a empresa funcionando — ele e a equipe da IMAGR abriram caminho com o deep learning e a visão computadorizada para viabilizar o SmartCart.

Usando nossa placa de vídeo TITAN X e a estrutura de deep learning TensorFlow, a IMAGR inicialmente treinou seus algoritmos com imagens de produtos geralmente encontrados em mercearias. Depois, a empresa usou a câmera de vídeo do SmartCart para aprender a reconhecer produtos colocados no carrinho ou retirados dele — digamos que você tenha reconsiderado aquele meio quilo de sorvete com pedaços de chocolate em vez de um segundo maço de couve. Por fim, a empresa treinou o algoritmo com códigos de barra para aprender os preços.

A IMAGR planeja um teste com o SmartCart em uma rede de lojas na Nova Zelândia ao longo dos próximos meses. Chomley afirma que diversas das maiores redes de supermercados do mundo demonstraram interesse no SmartCart.

“As pessoas não querem ficar de pé em filas gigantescas”. “Elas querem entrar e sair.”

Para saber mais sobre como a computação de IA está mudando setores, inscreva-se no Podcast sobre IA da NVIDIA no iTuneshttp://nvda.ws/2hQ4Leb ou Google Play Music http://nvda.ws/2hQaIrh. Ambos os links estão em inglês.

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