NVIDIA e Microsoft inauguram uma nova fase para os PCs Windows com RTX Spark e agentes de IA

A pré-venda global do RTX Spark começa hoje*, junto com uma prévia do NVIDIA DGX Station para Windows, o primeiro supercomputador de IA para uso no escritório desenvolvido para o ambiente corporativo Windows.
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Na quarta-feira, em um evento da Microsoft em São Francisco, Jensen Huang e Satya Nadella explicaram como a NVIDIA e a Microsoft estão desenvolvendo, em conjunto, hardware e software para que agentes de IA sejam executados em PCs Windows.

A NVIDIA foi fundada por causa do Windows, disse Huang. Agora, os agentes de IA estão chegando ao Windows.

“Se você observar toda a trajetória da nossa empresa, o Windows esteve no centro dela”, disse Huang, relembrando o apoio da NVIDIA ao Windows e à Microsoft ao longo de várias décadas. “Sem o Windows, não haveria GeForce.”

O fundador e CEO da NVIDIA, Jensen Huang, relacionou essa história — e sua visão de longo prazo — à era dos agentes, durante uma conversa com o CEO da Microsoft, Satya Nadella, mediada por Sriram Krishnan, ex-assessor sênior da Casa Branca para políticas de IA, no evento “Windows AI and Surface”, realizado no Dogpatch Studios, em São Francisco.

“O ponto pelo qual dou todo o crédito a Jensen, francamente, é a consistência de sua visão sobre o que isso pode se tornar — não hoje, nem amanhã, mas como uma tendência de longo prazo”, disse Nadella. “E é isso que nos traz a este momento.”

“O computador pessoal é uma ferramenta essencial, é a minha ferramenta essencial e, para toda uma geração de pessoas, é a nossa ferramenta essencial”, disse Huang. “O que acontece na era dos agentes, quando o agente está no seu computador? Ele passa a ser o seu assistente pessoal.”

O evento foi aberto por Nadella. Depois, Pavan Davuluri, vice-presidente executivo de Windows e Dispositivos da Microsoft, apresentou as atualizações do Windows desenvolvidas para a era dos agentes.

Para transformar o Windows em uma plataforma segura para agentes de IA, a Microsoft anunciou a disponibilidade geral do Microsoft Execution Containers (MXC), a infraestrutura no nível do sistema operacional que permite que os agentes sejam executados de forma segura e persistente em segundo plano, sob o controle do sistema operacional.

“Estamos incorporando esses componentes fundamentais diretamente ao Windows para que os agentes possam ser protegidos, monitorados e submetidos a governança”, explicou Davuluri. “Com MXC, Microsoft Security e Agent 365, estamos liberando todo o potencial dos agentes no Windows.”

Nadella retomou esse tema em sua conversa com Huang. “Precisávamos tornar o ambiente de desktop o lugar mais seguro para a execução de agentes”, disse Nadella.

“O que Satya acabou de dizer será a base da próxima geração de TI como a conhecemos”, disse Huang. “Assim como o Windows e o DirectX revolucionaram a forma como os aplicativos eram desenvolvidos, o MXC vai revolucionar a forma como os agentes são desenvolvidos e implantados.”

Uma nova fase para os PCs Windows com a pré-venda mundial de notebooks RTX Spark

 

Entre os anúncios apresentados por Huang e Nadella na quarta-feira, o RTX Spark leva todo o conjunto de tecnologias de IA da NVIDIA a notebooks Windows e mini desktops. Mundialmente, a pré-venda dos notebooks começa hoje, com disponibilidade em 16 de Outubro*. Os mini desktops estarão à venda em Novembro*. *A data de lançamento e a disponibilidade podem variar de acordo com a região.

O Windows está aproximando a IA local do trabalho cotidiano, enquanto o novo hardware permite que os desenvolvedores executem modelos cada vez mais complexos diretamente em seus PCs. Ao apresentar o Surface Laptop Ultra, Pavan Davuluri associou essa visão ao NVIDIA RTX Spark.

“Desenvolvemos o Surface Laptop Ultra em torno do NVIDIA RTX Spark. Com até 128 GB de memória unificada e até um petaflop de capacidade computacional de IA, você pode executar neste notebook modelos que simplesmente não cabem em uma máquina tradicional”, disse Davuluri.

Acer, ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft, MSI e Gigabyte lançarão sistemas com designs que vão de notebooks finos a mini desktops  desenvolvidos para agentes que funcionam continuamente. A disponibilidade de modelos e fabricantes pode variar dependendo da região.

O RTX Spark combina uma GPU NVIDIA Blackwell RTX com até 6.144 núcleos e uma CPU NVIDIA Grace com até 20 núcleos, interligadas a 600 GB/s.

Um petaflop de desempenho de IA em FP4 e até 128 GB de memória unificada tornam o RTX Spark eficaz para IA local. Ele pode executar modelos como o Qwen 3.8 Flash Next, um modelo de 125 bilhões de parâmetros com n-gram de 51 bilhões que se equipara à inteligência de muitos modelos na nuvem, sem limites de uso e sem enviar dados para a nuvem.

O RTX Spark executa toda a plataforma NVIDIA CUDA — o mesmo conjunto de software utilizado em todo o hardware da NVIDIA — e foi desenvolvido para todas as formas de uso de um PC:

  • Desenvolvedores podem transferir modelos, ferramentas e fluxos de trabalho sem reescrevê-los, utilizando o mesmo conjunto de tecnologias de IA da NVIDIA tanto no RTX Spark quanto no DGX Station.
  • Criadores contam com Tensor Cores de quinta geração com suporte a NVFP4, AV1 acelerado por hardware, codificação e decodificação de vídeo 4:2:2, DLSS e ray tracing RTX em todo o fluxo de produção.
  • Gamers podem executar jogos AAA em 1440p a mais de 100 quadros por segundo com DLSS 5, Reflex e G-SYNC.

A configuração de mini desktop reúne o mesmo superchip RTX Spark em um gabinete pequeno, projetado para funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana — um sistema dedicado de IA local que mantém os agentes em execução contínua.

NVIDIA DGX Station para Windows: Computação de IA de ponta no desktop corporativo

O evento apresentou hoje uma prévia do NVIDIA DGX Station para Windows — o primeiro supercomputador de IA para uso no escritório a levar uma infraestrutura de IA da classe GB300 Grace Blackwell diretamente ao ecossistema Windows.

“Isso permite executar localmente modelos de IA de ponta”, disse Davuluri. “Recursos que antes exigiam o aluguel de um cluster agora estão em um supercomputador ao lado da mesa.”

Até agora, o DGX Station era executado em Linux — o que significava que os desenvolvedores corporativos mantinham dois ambientes separados: Linux para cargas de trabalho intensivas de IA e Windows para ferramentas de produtividade, aplicativos e fluxos de trabalho.

A grande maioria das empresas da Fortune 500 adota o Windows como padrão, e essa lacuna tem custado tempo e recursos aos desenvolvedores — eles migravam para o Linux para acessar capacidade computacional de IA ou permaneciam no Windows com opções limitadas de hardware para o desenvolvimento intensivo de modelos e cargas de trabalho com múltiplos agentes.

O NVIDIA DGX Station para Windows utiliza o GB300 Grace Blackwell Ultra Desktop Superchip, oferecendo 748 GB de memória coerente e até 20 petaFLOPS de capacidade computacional de IA em FP4 — o suficiente para executar localmente modelos com até um trilhão de parâmetros.

Equipes de desenvolvedores e pesquisadores de empresas que têm a IA como base de suas operações, laboratórios de pesquisa de referência e outras empresas podem desenvolver e executar agentes de IA que funcionam continuamente e se conectam diretamente aos aplicativos e à infraestrutura Windows que já utilizam, além de realizar o ajuste fino e a inferência de grandes modelos sem sair de sua máquina principal. As ferramentas de IA do Linux continuam acessíveis por meio do WSL quando necessário.

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